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1 de agosto de 2009

36ª Festa do Templo Budista de Brasília


Atrações culturais, gastronomia japonesa e barracas de artigos orientais durante todos os fins de semana de agosto

Conhecida como “Festa do Buda”, a quermesse do Tempo Budista de Brasília chega a sua 36ª edição. O evento, que reúne anualmente mais de 15 mil pessoas, durante os fins de semana do mês agosto, só melhora a cada edição e é uma boa opção para reunir toda a família. Para 2009, além da tradicional dança Bon Odori, das iguarias típicas do país do sol nascente – a preços acessíveis – das apresentações de música e artes marciais e dos artigos orientais, a festa, a exemplo do ano passado, continua a ocupar parte do terreno detrás do templo, virado para a W3 Sul.

Na programação cultural, a quermesse contará com apresentação, todos os fins de semana, dos quatro grupos de Taiko de Brasília. Destaque para a Yosakoi Soran, coreografia nipônica contemporânea e o Matsuri Dance, estilo mais dançante do Bon Odori, outras duas danças representantes da cultura japonesa e que compõem a agenda. Cantores, lutadores de artes marciais, e grupos de pop e rock também de revezarão no palco principal da festa, neste ano, centralizado e com tablados no terreno para que os visitantes dancem à vontade, sem se preocuparem com a poeira.

Para manter a qualidade no atendimento e evitar filas, o chef Salti Sun, do restaurante Grande Muralha, juntamente com sua equipe de profissionais, cuidará da preparação dos alimentos e garantirá a rapidez na distribuição dos pratos. Idosos terão atendimento especial, assim como a vizinhança, que recebeu vouchers que darão acesso a caixas preferenciais. Foi uma forma que a organização da festa encontrou para agradecer aos moradores das quadras vizinhas pela compreensão das mudanças em suas rotinas provocadas em função do evento. Paralelamente às atividades que acontecerão na parte exterior, o templo estará aberto ainda para visitas guiadas e oferecerá palestras sobre o budismo.

Origem da festa – Segundo a tradição, a festa é um ritual ligado aos ensinamentos budistas de culto aos antepassados. Chamado também de Urabon (Ullambana), as festividades no Japão acontecem no sétimo mês, conforme o calendário solar, portanto em julho, ou, conforme o calendário lunar, em agosto. Nos últimos anos, as comemorações têm predominado em agosto para coincidir com o período das férias de verão.

Conta a lenda que Mokuren (Maudgalyayana), discípulo de Buda, após a morte da mãe, queria aliviá-la do sofrimento por que passava no mundo dos mortos por ter maltratado os seres da natureza. Buda, então, aconselhou-o a, no dia 15 de julho, manter todos os monges da localidade enclausurados dentro de um grande mosteiro, para que eles ficassem pelo menos um dia sem pisar nos pequenos insetos e nas flores, para compensar os atos da mãe.

No dia combinado, Mokuren chamou todos os monges da região para o grande mosteiro, dizendo que lhes ofereceria um banquete em homenagem à sua falecida mãe. Foi feita tanta comida que os monges passaram o dia inteiro comendo, bebendo e cantando, e ninguém se lembrou de sair do mosteiro. Quando o dia terminou, o espírito de sua mãe apareceu para ele transformado em um ser do 6º plano astral. Ela estava iluminada e tão leve que chegava a flutuar.

Ao ver sua mãe iluminada e flutuando como um chouchin (lanterna japonesa) ao vento, Mokuren ficou tão feliz que começou a dançar de alegria. Os monges, que estavam alegres de tanto comer e beber, gostaram da dança de Mokuren e saíram dançando atrás dele. Acabaram por formar uma grande roda, simbolizando o círculo da felicidade. Assim surgiu o Bon Odori, como dança que faz homenagem ao espírito de pessoas falecidas. "A festa tradicional é repetida aqui desde 1973 e mostra a importância da compaixão e da alegria", lembra monge Sato.

Cardápio: Yakissoba, tempurá (empanado de legumes), camarão empanado, guioza (tradicionais pastéis da culinária japonesa, recheados com carne de porco ou de frango), udon (macarrão japonês muito apreciado por ser leve e saboroso. A maioria dos pratos são preparados em forma de sopas), inari-suchi e maki-suchi (suchis mais tradicionais à base de tofu (queijo de soja frito), para o primeiro caso, algas e legumes variados, para o segundo).


Serviço: Quermesse budista — Área externa do Templo Budista de Brasília (EQS 315/316). Todos os sábados e domingos de agosto, a partir das 18h. Entrada franca.

LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS.

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